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Noticias: Fernanda Paes Leme fala sobre sua personagem na nova versão de ‘Paraíso’



Rio - Fernanda Paes Leme já tem o aval de Elisângela para o seu próximo trabalho na TV. Previsto para estrear em 16 de março no horário das 18h da Globo, o ‘remake’ da novela ‘Paraíso’, escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1982, traz Fernanda no papel de Maria Rosa, interpretado por Elisângela na primeira versão.

“Encontrei com ela numa festa e me apressei em falar: ‘Eu vou ser você’. Ela ficou superfeliz e foi fofa: ‘Tomara que seja tão bom para você fazer como foi para mim’”, conta Fernanda, sabendo que em breve terá que encarar comparações.

Geminiana — o que para a atriz traduz-se em curiosidade —, correu para os vídeos do YouTube para procurar referências da novela. “Não quis comparar o trabalho ou me espelhar no que ela fez, até porque a época é outra. Fui de curiosa”, esclarece.

Na trama, Maria Rosa, a filha do prefeito Norberto (Leopoldo Pacheco), foi criada em Paraíso, mas estudou durante cinco anos no Rio de Janeiro. Quando volta, deixa a cidade em choque com seu jeito moderno. “As outras meninas morrem de ciúme dela, de inveja, não só por ela ser filha do prefeito, mas por ser diferente. Maria Rosa é ‘prafrentex’”, diverte-se a atriz, que para ajudar na composição do visual sofreu uma mudança radical: “Meu cabelo estava comprido e, como ele é meio cacheado, ficava muito brejeiro. O objetivo era diferenciar das outras meninas”.

No dia-a-dia, Fernanda também aprovou o resultado. “Gostei muito, é prático. Às vezes só seco com a mão. Com qualquer roupa que uso me dizem que estou supermoderna. Até de camiseta e calça jeans dizem: ‘Nossa, como você está bonita’. O cabelo ajuda nesse sentido”, diz, com modéstia e mais magra por conta de sua ansiedade. “Também por conta das gravações acabo comendo menos”. Bem-humorada e feliz com seus 50kg, a atriz faz questão de se levantar durante a entrevista e analisar seu ‘corpitcho’. “Mas eu tenho bundinha, tenho peito. Tenho o que pegar. Magras são essas meninas de Hollywood, Angelina Jolie”, diz, às gargalhadas.

Na novela, formada em Economia, é Maria Rosa quem ajuda o pai a administrar a falta de dinheiro da prefeitura. Honesto, Norberto tem bela relação com a família e o trabalho. “Ele é um desses políticos que não existe mais. Tem caráter, postura e deixa qualquer coisa na vida para cuidar da prefeitura, o que gera até ciúme da mulher, Aurora (Bia Seidl)”, conta Leopoldo Pacheco.

Na primeira versão, o prefeito ficava viúvo porque não conseguia reconstruir a ponte e sua mulher acaba sofrendo acidente. Leopoldo acredita que Benedito Ruy Barbosa vá manter essa trama. “Acho que isso vai continuar porque é muito forte na história. Mas não vamos adiantar tanto”, pede, antes de se dar conta de que o fim da novela já foi escrito. Resta saber o que muda.

Padre que não crê em milagre

Carlos Vereza já perdeu as contas de quantos personagens fez na TV. “Acho que uns 30”, diz ele, que parte para mais um na nova versão de ‘Paraíso’. Desta vez, um padre, escalado especialmente pelo autor. “Deve ser porque ele gosta muito de mim”, brinca.

Padre Bento é o terceiro em sua carreira. O primeiro foi no extinto programa ‘Você Decide’ e o segundo, na peça ‘O Santo Inquérito’, de Dias Gomes. Completamente diferente dos anteriores, Bento joga sinuca e não acredita em milagres. “Ele joga porque a população não tem dinheiro para ajudar na creche. Depois, coloca todo o dinheiro que ganha na obra da igreja. Ele não joga para brincar, é a dinheiro mesmo”, reforça Vereza, divertido.

O padre moderno também não reza por milagres. “Ele acha que se as pessoas cuidassem das doenças seria melhor”, diz, esclarecendo que Bento acredita em Deus, mas não é dogmático. “Ele sempre coloca a possibilidade de as pessoas não ficarem esperando que caia do céu”.

Outra questão que virá forte na novela é a discussão da Floresta Amazônica. “Recentemente o presidente de vocês cometeu mais uma sandice quando ele disse que ‘Pode plantar mais na Amazônia, pode avançar mais’”, ironiza. “Conclusão: vai chegar o momento em que a plantação de etanol vai diminuir a plantação de alimentos, como feijão e arroz. Isso já está acontecendo no interior de São Paulo”, critica o ator. “No texto, Padre Bento diz que as terras do Xingu estão sendo vendidas para o estrangeiro e daqui a pouco não vai restar mais nada da Floresta Amazônica. É um discursso bastante consciente”. Para Vereza, uma das funções das novelas é exatamente levantar questões sociais e econômicas: “Não acredito que possa transformar, mas acho que pode sensibilizar”.

fonte: odia

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